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MAIO

2015

Atlas Solar do Estado do Rio de Janeiro entra na fase final

 

O Atlas Solarimétrico do Estado do Rio de Janeiro, projeto da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedeis), em parceria com a EDF – Norte Fluminense, a PUC-Rio e a EGPE Consult que integra a carteira do Programa Rio Capital da Energia, entra em sua reta final. Foi iniciada a etapa de editoração dos dados, que vêm sendo obtidos desde dezembro de 2014 em três estações solarimétricas: no Inmetro, em Duque de Caxias, na Região Metropolitana; na Uenf, em Macaé, no Norte Fluminense; e na Nissan, em Resende, no sul do Estado. A publicação completa será lançada no início de 2016.

 

Levantamentos preliminares apontam que o Norte Fluminense, parte da Região dos Lagos e o litoral Sul do estado seriam as áreas com o maior potencial para produção de energia solar fotovoltaica. A Região Serrana, a princípio, teria a menor capacidade de geração solar do estado. Mesmo assim, a radiação solar nessa região é superior à verificada na Alemanha – um dos países que lideram a expansão da energia solar fotovoltaica no planeta. Em média, a radiação solar global anual no território fluminense varia entre 4,1 e 5 quilowatts-hora/metro quadrado por dia.

 

De acordo com informações da EGPE Consult, responsável pelo gerenciamento do projeto, foram adquiridos 19,7 milhões de dados até abril. A taxa média de sucesso na obtenção de informações nesse período foi de 94,4%. Na Uenf, essa taxa de sucesso foi de 100%. Também fazem parte da análise séries históricas de dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

 

É importante destacar que, com a aquisição contínua dos dados das estações, o Atlas Solarimétrico do Estado do Rio de Janeiro será atualizado periodicamente e disponibilizado no Portal Rio Capital da Energia.

 

“O atlas é um importante referencial para que o potencial solar do Rio de Janeiro possa ser plenamente aproveitado. É um trabalho fundamental para atrair projetos de usinas fotovoltaicas de grande porte para o estado. Outra possibilidade são as usinas heliotérmicas, que usam a radiação solar para gerar energia através do calor”, ressalta Maria Paula Martins, coordenadora do Rio Capital da Energia.

 

A elaboração do Atlas apoia-se na dissertação de mestrado em Engenharia Mecânica da aluna Fiorella del Carmen Alvaro Cabrera, orientada pelo Professor Sérgio Leal Braga, Diretor do Instituto de Tecnologia (ITUC) do Centro Técnico Científico da PUC-Rio (CTC/PUC-Rio). Ela analisou estações do INMET, recolhendo dados e avaliando a capacidade de geração de energia em cada região.

 

O estudo “Avaliação da disponibilidade do recurso solar no Estado do Rio de Janeiro” utilizou dados de 35 pontos localizados nos estados vizinhos de Minas Gerais, Espírito Santo e São Paulo para determinar um padrão das condições meteorológicas de cada região. Foi traçada uma grade de latitudes e longitudes, onde, em cada posição, era necessário um cálculo matricial para obter o valor da radiação solar global incidente. Os Anos Meteorológicos Típicos, obtidos com base em análises estatísticas comparativas, possibilitou o cálculo da estimativa para pontos do Rio de Janeiro sobre os quais não existem dados. No total, foram interpolados mais de 1 milhão de pontos.

 

Fonte: Rio Capital da Energia